Várzea Grande terá a primeira frente de obras do VLT, será no Km Zero


Quem passou pela região do Zero Km em Várzea Grande ontem, pode observar um grupo de técnicos trabalhando com vários aparelhos, é que teve início na quarta-feira, 4 de julho, em Várzea Grande, a primeira operação para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), novo modal de transporte coletivo urbano que irá ligar pontos extremos de Cuiabá e Várzea Grande, a partir de 2014.

As obras do VLT terão início em nove frentes de serviço, porém apenas o primeiro canteiro já foi confirmado pela Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) como sendo o Km Zero, no munícipio vizinho.

No local, após a elaboração dos estudos de impacto e a finalização do projeto executivo, será erguida uma trincheira – uma das obras de arte previstas na implantação do modal.

Segundo a Secopa, a população começará a enxergar e sentir o impacto das obras já nos primeiros dias de agosto próximo, quando começam as escavações e perfurações do solo.

A assessoria da pasta afirmou que as demais frentes de obras deverão ser divulgadas até o final de semana pelas empresas responsáveis pela obra.

Mapeamento do solo



                     Edson Rodrigues/Secopa
Consórcio começou a estudar o solo da região, para evitar "surpresas" durante escavação
Para antecipar as informações do subsolo no local, o Consórcio VLT Cuiabá, que venceu o processo licitatório, começou a escanear a região do Zero Km. O aparelho utilizado captura imagens e realiza o mapeamento do trajeto do VLT, para identificar possíveis intervenções.

Com tecnologia de radar e analisando uma profundidade de até 5 metros, a máquina permite localizar materiais enterrados, antes de iniciar as operações de escavação e perfuração do solo.

Dessa forma, as empreiteiras pretendem evitar possíveis danos em cabos elétricos e ruptura de tubos e adutoras de água, durante o período de trabalho.

Com sistema de transmissão de dados, o detector fornece o resultado em tempo real de metas rasas e profundas na mesma tela e localiza a posição exata de tubos e cabos.

Além de realizar esse diagnóstico, o aparelho ainda avalia a profundidade, espessura, vazamentos, infiltrações e locais de possíveis estruturas arqueológicas.
O Consórcio VLT Cuiabá é formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda e Astep Engenharia Ltda.

O grupo venceu o processo licitatório com a proposta de R$ 1,47 bilhão e deverá entregar a obra no primeiro trimestre de 2014.

Com capacidade máxima de 400 passageiros por vagão e transitando na velocidade máxima de 60 km/h, o VLT deverá ligar a região do CPA ao Aeroporto e os bairros do Coxipó ao Centro da Capital.

O modal será implantando nos canteiros centrais das avenidas Historiador Rubens de Mendonça, FEB, 15 de Novembro, Tenente-Coronel Duarte (Prainha), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa.

Ao todo, serão necessárias 12 intervenções do tipo “obra de arte especial” – cinco viadutos, três pontes (uma sobre o Rio Cuiabá e duas sobre o Rio Coxipó) e quatro trincheiras.

Três terminais de integração e 33 estações serão instalados, com uma distância média de 500 a 600 metros entre um ponto e outro.


Divulgação
VLT será o novo modal de transporte coletivo que ligará Cuiabá à Várzea Grande
Eixo CPA-Aeroporto

Com 15 quilômetros de extensão, o trajeto CPA-Aeroporto contará com dois terminais de integração (CPA I e André Maggi), além de um elevado ferroviário no Aeroporto Marechal Rondon.

Quatro trincheiras serão construídas (Km Zero, Avenida da FEB-Cristo Rei, Rua Desembargador Trigo Loureiro, Rua Luis Felipe), além de 22 estações de transbordo, uma ponte sobre o Rio Cuiabá e dois viadutos: um elevado ferroviário no Aeroporto e outro próximo à Secretaria de Fazenda, na Avenida do CPA.

Nesse eixo será feita também a reestruturação do Canal da Prainha, na região central de Cuiabá.

Eixo Coxipó-Centro


Divulgação
Uma das obras de arte será erguida na entrada da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
O eixo Coxipó-Centro terá 7,2 quilômetros de extensão e contará com um terminal de integração na região do Coxipó, 11 estações de transbordo, três viadutos: um na rodovia MT-040, outro na Avenida Beira Rio e um no trevo que dá acesso à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Além disso, duas pontes serão construídas sobre o Rio Coxipó.

Os terminais terão estacionamento para veículos e bicicletários, ampliando o potencial de mobilidade urbana na Capital e em Várzea Grande. O projeto prevê ainda que todos os critérios de acessibilidade serão contemplados na execução das obras.

O sistema de bilhetagem implantando deverá ser compatível e integrado aos sistemas de arrecadação utilizados nos transportes públicos de Cuiabá e Várzea Grande, hoje em operação apenas nos ônibus (bilhetes, cartões, máquinas de venda e validadores).  Fonte: Mídia News

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