Tião da Zaeli anuncia que recuperou R$ 70 milhões do PAC e obras iniciam ainda em 2012


Obras do PAC em Várzea Grande - O prefeito Sebastião dos Reis Gonçalves – popular Tião da Zaeli (PSD) recuperou R$ 70 milhões do “Programa de Aceleração do Crescimento” (PAC) – referente recurso de 2007. “Esse recurso foi disponibilizado no ano de 2007 e o contrato já estava cancelado. No entanto, eu juntamente com o deputado José Riva, fizemos muitos enfrentamento e conseguimos resgatar essa verba”, relatou.

De acordo com o prefeito, o recurso será destinado para obras de tratamento com água e esgoto em 25% da região da área mais desestruturada da cidade. Ainda de acordo com o prefeito, somente o atual projeto custou mais de R$ 1 milhão, mas que irá atender a real necessidade do município, uma vez que o antigo havia sido feito há mais de três anos.

“Nós conseguimos R$ 70 milhões do PAC que estavam perdidos. Agora em 2012, vamos fazer 10% a mais da meta física do PAC de 2007 com os mesmos R$ 70 milhões. Vai ter esgoto e água de qualidade em 25% da cidade. Vão ficar faltando somente R$ 27 milhões. Vamos universalizar a água na cidade. Esse vai ser o grande salto da cidade, pois, assim esse município vai realmente acordar para o desenvolvimento e receber investimentos, Várzea Grande não recebe investimentos porque não tem infraestrutura”, explicou.

Zaeli disse ainda, que com os mesmos recursos de 2007, atual administração irá conseguir fazer 10% a mais de obras no município – dando a entender que houve superfaturamento na cotação de preços. Ele também explicou que todos os projetos foram refeitos de acordo com a realidade de Várzea Grande.

Entenda o caso: Desde 2008 quando a Polícia Federal deflagrou a operação Pacenas, em Mato Grosso para combater fraudes em licitação, nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) estão paradas. Em Várzea Grande, servidores públicos foram presos.

As investigações iniciaram em 2007 na Superintendência de Polícia Federal em Mato Grosso, por meio de denúncias do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público da União e do Estado.

A fraude se dava por meio de indução nos editais de cláusulas que direcionavam determinadas empresas por meio de cláusulas consideradas restritivas.

Na época, foram encontradas várias irregularidades em fiscalizações relatadas pelo TCU: falta de parcelamento do objeto, preços acima dos praticados no mercado, atestados técnicos que extrapolam a análise qualitativa entre outros.

As obras ficaram prejudicadas e a operação não deu em nada. O juiz da 3ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso (JFMT), César Bearsi, anulou em novembro de 2009, a quebra de sigilos bancário e fiscal, as apreensões e todas as escutas telefônicas utilizadas como provas durante a investigação da operação Pacenas, desencadeada em 10 de agosto, pela Polícia Federal (PF), culminando na prisão de 11 pessoas entre empreiteiros e servidores públicos de Cuiabá e Várzea Grande. Fonte: VGNotícias



Gostou? Compartilhe:

0 comentários:

Postar um comentário