Médicos de Várzea Grande decidem suspender greve durante o período de Carnaval


Os médicos do município de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, decidiram em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (17) suspender a greve apenas durante o período de Carnaval. De acordo com Elza Luiz de Queiroz, presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), os médicos fizeram o acordo para não prejudicar o atendimento no período de folia. “A classe médica decidiu atender o pedido do secretário de Saúde do município porque se não houvesse atendimento durante o Carnaval a população é que ficaria prejudicada”, declarou a presidente do Sindimed.

Durante o período de Carnaval, o número de atendimentos aumenta consideravelmente nos Pronto-Socorros e policlínicas de Mato Grosso. Conforme a presidente do sindicato, a suspensão da greve deve durar poucos dias. “Os médicos vão dar uma trégua nas negociações e devem atender normalmente durante esse período de feriado. Depois disso, voltaremos a discutir as reivindicações da greve”, pontuou.

Os médicos do município estão em greve desde o último dia 6 de fevereiro quando decidiram paralisar as atividades por falta de pagamento da verba indenizatória, que é um complemento no salário dos profissionais. De acordo com o Sindimed, pelo menos a metade dos 340 profissionais está em greve. No Pronto-Socorro de Várzea Grande, apenas os atendimentos de urgência e emergência estão sendo feitos. Nas policlínicas, cerca de 30% dos profissionais estão atendendo os pacientes.

Marco José da Silva, secretário de Saúde do município, afirmou que deve organizar um cronograma para regularizar o pagamento dos médicos e fazer novas contratações. “Estamos negociando e na medida que houver repasse do governo e disponibilidade financeiro do caixa da Prefeitura vamos pagar a verba indenizatória”, explicou. Fonte: G1

Uma perguntinha do Folha de Várzea Grande: Vamos analisar se nesse período de cumprimento integral das escalas e plantões se realmente os profissionais da saúde não faltarão ao trabalho e se atenderão os paciente de forma mais humana e digna. Está na hora da classe mostrar que vão quebrar o paradigma de 90% dos usuários da saúde pública, e provar que são cidadãos éticos e comprometidos com o compromisso que fizeram ao formar e ao assumir o cargo público.

Gostou? Compartilhe:

2 comentários:

  1. Ao invés do Folha de Várzea Grande ficar vigiando os médicos, que estavam trabalhando de graça, que fazer greve porque tem que pagar contas como todos do jornal, como qualquer cidadão que tem filhos para criar, que não tem que trabalhar de graça mesmo que atenda em condições sub humanas no falido SUS, sugiro FIRMEMENTE, que ao invés de investigar a ética, (coisa que muito jornalista sensacionalista não sabe o que é) investigue onde os políticos enfiaram o dinheiro destinado a saúde pública. Onde a Dilma enfiará 5 bilhões cortados do destino ao SUS. Trabalhar de forma mais digna e humana é pagar um profissional o seu verdadeiro valor. Quem salva a vida, que doa parte de sua vida de graça por tanto tempo, deve ter um valor inestimado. Pergunta: Por quanto tempo o jornalista que assinou essa perguntinha ridícula ficou trabalhando sem receber? Quantos meses?

    ResponderExcluir
  2. O anônimo aí disse tudo.

    ResponderExcluir