Processo contra Silval da empate no TRE e presidente pede vistas

Por Patricia Sanches e Andrea Haddad  do RDNews

O TRE adiou o julgamento do agravo regimental proposto pelo Ministério Público para a inclusão de documentos na ação eleitoral, que investiga suposta compra de votos na campanha do governador Silval Barbosa

O TRE adiou o julgamento do agravo regimental proposto pelo Ministério Público para a inclusão de documentos na ação eleitoral, que investiga suposta compra de votos e abuso do poder econômico no caso Empaer, envolvendo o governador reeleito Silval Barbosa (PMDB) e o vice Chico Daltro (PP). A apreciação foi interrompida após pedido de vistas do presidente do tribunal, desembargador Rui Ramos, quando a definição estava empatada em três a três.

Os membros debatem se juntam ao processo documentos, que supostamente comprovam que funcionários da Sefaz e policiais militares eram dispensados fora do seu horário de trabalho para participar de eventos políticos da campanha de Silval. O MP ingressou com o recurso depois que o desembargador José Ferreira Leite acatou pedido do advogado de Silval, Francisco Faiad, contra a inclusão do documento nos autos do processo. O jurista alega que o pedido do MP é intempestivo porque foi proposto já na fase de instrução.

Votaram a favor do pedido do MP Gerson Ferreira Paes, que relata o caso, Samir Hammoud e Samuel Dallia Júnior. Já Cesar Augusto Bearsi, que abriu a divergência, Gonçalo Barros Neto e Jorge Luiz Tadeu votaram contra. O debate será retomado na sessão desta quinta (9), quando Rui vai emitir o voto minerva.

A investigação contra Silval foi proposta pelo candidato derrotado ao governo, empresário Mauro Mendes (PSB), e é tida como a mais polêmica. Na ação, o governador é acusado de suposta utilização da estrutura do Estado para promover um evento político na Capital com servidores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer). Na denúncia, a coligação adversária sustenta que o governador pagou até mesmo as diárias e despesas de deslocamento dos funcionários do interior para Cuiabá.

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