Tião da Zaeli afirma que Dito Loro sempre mandou da administração de Murilo


Foto: Alline Marques/ODDito Loro é o mentor de Murilo Domingos na prefeitura, acusa Zaeli

O vice-prefeito de Várzea Grande afastado, Tião da Zaeli (PR), garantiu que durante estes quase sete anos de mandato do prefeito Murilo Domingos (PR) quem sempre comandou a prefeitura foi o ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) Dito Loro. O empresário também disse ter sido um ‘prefeito de fantoche’, apenas para esquentar cadeira para o ‘colega’ de partido e não tinha nenhuma autonomia sob a administração municipal.

“O verdadeiro prefeito de Varzea Grande sempre foi Dito Loro, desde o primeiro mandato. Ele é o homem que pensa pelo Murilo. Ele é o mentor do Murilo e mentor de tudo”, afirmou Zaeli em entrevista Olhar Direto.

Sem travas na língua e disposto a se desvincular do prefeito, que também foi afastado por unanimidade pela Câmara Municipal de Várzea Grande, Zaeli criticou Murilo por ser ausente, omisso e não cumpridor de seus deveres. “Ele não assume uma postura de gestor. A prefeitura segue a vontade de Deus”, afirmou.

O vice lembrou mais uma vez que não tinha nenhuma intenção de ingressar na vida política e foi convidado pelo próprio Murilo, que envolveu outras pessoas para fazê-lo aceitar. No entanto, nenhum dos acordos foi cumprido. Segundo ele, logo após vencer as eleições em 2008, antes mesmo de assumir o cargo de vice, Murilo já começou a descumprir os compromissos assumidos com o vice.

“Antes mesmo de assumir ele mudou a lei orgânica para que minha mulher não pudesse ser secretária. Disse que governaríamos juntos, mas todas as decisões que tomei não foram cumpridas”, reclamou.

O Murilo comandava a prefeitura com mãos de ferros e sequer dava autonomia financeira aos secretários e somente o prefeito era o ordenador de despesa. Essa realidade só mudou em 2010, quando o próprio Zaeli baixou um decreto dando aos gestores liberdade para executar as ações.

Apesar de ter assumido a prefeitura por diversas vezes, Zaeli garante não ter culpa do caos que se encontra a cidade atualmente. Ele revelou ainda que existia um acordo entre os vereadores de que só aprovariam o afastamento em unanimidade se a decisão fosse para os dois gestores.

“Todos os atos de improbidade foram do primeiro mandato do prefeito e com relação a 2009, os secretários não eram ordenadores de despesas”, contou. Fonte: Olhar Direto

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