A maldição de Várzea Grande

Há quem diga que é mito a história de que quem mandava realmente em Várzea Grande era o irmão do ex-prefeito cassado, Murilo Domingos. Toninho, como é conhecido, sempre era lembrado por quem convive no mundo político, como o fantasma por trás da cadeira. E não faltam histórias para ilustrar.

Este cá que vos escreve, por exemplo, já presenciou Toninho dando ordens para contratar uma garota na prefeitura (através do telefone celular) de dentro do banheiro do Shopping Pantanal. Nada mais bizarro!

Ora, ora, se nem na hora da cagada ele deixava de mandar. Depois da m... feita, nem adianta agora tentar tirar o seu da reta, principalmente sendo flagrado de calças arriadas, em público. O desmando em Várzea Grande tem o sobrenome Domingos, mas também leva o nome de Toninho.

Mais de um jornalista já nos confidenciou que Toninho sempre estava ligando para espalhar uma informação ou evitar que elas fossem publicadas.

E enquanto o irmão fazia o meio de campo, Murilo se envolvia com ninfetas. Deixou filhos bastardos, uma fama de bebedor de cerveja (antes era pinga mesmo, mas os médicos o proibiram). Metade da cidade sabia de seu gosto pelo carteado. E a outra metade conhecia seus hábitos soníferos.

Há muita fama (ruim), pra pouco homem. Murilo hoje é a figura de um velho cansado e beberrão que foi mandado de volta para casa a bem do serviço público. Sua capacidade administrativa foi demonstrada em 5 anos de gestão como fraca ou quase nula. Não fossem os governos federal e estadual, deputados e senadores, Várzea Grande hoje poderia ser comparada com uma grande favela desgovernada, dado a falta de operacionalização dos serviços de necessidade básica, como na saúde, por exemplo, onde os profissionais estavam em greve.

Hoje a cidade está nas mãos de um certo João Madureira, que ninguém sabe do que é capaz, um sujeito rude, capial, sem experiência administrativa nenhuma, um homem que talvez não conheça nem entenda os números que os assessores entregarão em sua mesa em forma de relatórios e planilhas.

E o que é mais temerário, talvez não seja o fato da população não conhecer o prefeito que tem, mas de o prefeito não conhecer nem saber administrar sua cidade, até porque não se preparou para chegar onde está e, talvez, nem em seus melhores sonhos tenha passado pela cabeça que um dia governaria a segunda maior economia do estado.

De Nereu Botelho, que levou 4 anos de atraso para Várzea Grande, a Jaime Campos, um coronelão que não sabe sequer a utilidade do mouse; passando por Murilo Domingos, um velho babão e dorminhoco a João Madureira, o seu madruga espantado com o presente que recebeu, Várzea Grande caminha a passos largos, rumo ao precipício, como se a cidade tivesse condenada a ter apenas políticos arcaicos, pusilânimes e aproveitadores.

Mas se há algo que se possa fazer para salvar a cidade, este algo está nas mãos do povo, e é conhecido como voto.

Que as próximas eleições desfaçam esta sina e redima seu povo.
Por José Marcondes (muvuca) Fonte: Megadebate

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