Jovem que suicidou no Portão do Inferno era titular de empresa fornecedora da prefeitura de V. Grande

A jovem Eiko Nayara Uemura, 23, encontrada morta na quarta-feira (29.04),no Portão do Inferno, no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães (45 km ao norte de Cuiabá), é a titular da empresa Eikon Atacado de Alimentos LTDA-ME – uma das cinco firmas de Júlio Uemura que fornece alimentos para merenda escolar para unidades de ensino municipais de Várzea Grande.


Inscrita na Junta Comercial de Mato Grosso, desde 13/09/2006, a Eiko Atacado está localizada na Rua da Fé, 77, Jardim Primavera, em Cuiabá -- e tem como sócia Priscila Escobar Paliano Alves. Eiko Nayara, no contrato social, possuía capital social maior do que sua sócia (R$ 45 mil contra R$ 5 mil, respectivamente).


Eiko era sobrinha do empresário Júlio Uemura, que está preso na Polinter, após ser denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) como líder de uma organização criminosa especializada em aplicar golpes financeiros.

Segundo denúncia, Eiko era sócio-proprietária de várias empresas “laranjas”, entre elas a Eikon Atacado de Alimentos, também utilizada pela Organização Uemura para aplicar os golpes. Ela foi incluída no processo aberto pelo Ministério Público Estadual numa denúncia complementar. Seu envolvimento com a quadrilha foi comprovado, segundo o MPE, com a investigação de materiais apreendidos durante a realização da Operação Gafanhoto. Na ocasião, foram feitas 25 buscas e apreensões.


O grupo criminoso comandado por Júlio Uemura responde, judicialmente, na 15ª Vara Criminal, sob comando do juiz José Arimatéia Neves Costa, pelos seguintes crimes: estelionato, formação de quadrilha, corrupção, extorsão, falsificação de documentos, ameaça, crimes contra economia popular (monopólio no setor de hortifrutigranjeiro), tráfico de influência, corrupção passiva e corrupção ativa.

Cópia do cheque referente a pagamento

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