Treze pessoas morrem vítimas de dengue hemorrágica em MT

Treze pessoas já morreram em Mato Grosso vítimas da dengue hemorrágica, desde o começo do ano, sendo que um caso ainda está sob investigação. Dessas, quatro são de Cuiabá, três de Várzea Grande e o restante ocorreram nos municípios de Tangará da Serra (01 óbito sob investigação), no município de Nova Nazaré também sob investigação. Em Rosário Oeste (2), sendo um confirmado como Síndrome de Choque da Dengue e um óbito ainda sob investigação. Já em Diamantino foi registrado um óbito.


Treze pessoas morrem vítimas de dengue hemorrágica


Conforme um boletim divulgado hoje pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, de janeiro a 22 de abril foram registrados um total de 9.521 notificações de casos de dengue. Deste número 408 são casos graves.


Na capital mato-grossense foram notificados 2.489 casos de dengue clássica. Desse número 157 são de casos graves, com 43 casos sendo de Febre Hemorrágica de Dengue, 34 sendo de Dengue com Complicação e os 80 casos restantes estando sob investigação.

Em Várzea Grande, a segunda maior cidade de Mato Grosso foi notificada 734 casos de dengue clássica. Desse número 167 são de casos graves da dengue, sendo 14 casos de febre hemorrágica da dengue e nove casos como dengue com complicação. Os restantes 144 casos estão sob investigação.

Outros 26 municípios do Estado também registraram casos graves da doença: Acorizal, Arenápolis, Barra do Bugres, Barra do Garças, Chapada dos Guimarães, Curvelândia, Canarana, Cáceres, Diamantino, Jangada, Juína, Lucas do Rio Verde, Matupá, Nobres, Nova Olímpia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Mutum, Nova Nazaré, Nobres, Nova Xavantina, Poconé, Paranatinga, Rosário Oeste, Rondonópolis, Santo Antonio do Leverger e Sinop.

O Ministério da Saúde e os 141 municípios de Mato Grosso estão seguindo o Plano de Contingência Nacional da Dengue.

Este momento é de soma de esforços na redução do criadouro do mosquito da Dengue. Para tanto o Estado continua com as informações sobre o que a população tem que fazer para não deixar o mosquito nascer, que são: a tomada de atitudes simples como não deixar água limpa em vasos de plantas, baldes, quintais limpos, guardar garrafas sempre de boca para baixo, deixar pneus fora do alcance da chuva, em locais abrigados etc.

O Estado mantém à disposição da população o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) que, pelo número 0800-6471201, está dando apoio com informações sobre a Dengue, nas atitudes de prevenção , na identificação dos sintomas da doença, além do recebimento de denúncias.

SINTOMAS

A Dengue é uma doença viral cujos sintomas começam a aparecer após incubação de 3 a 15 dias após a picada do mosquito infectado com o vírus. Após o aparecimento dos sintomas a doença tem duração aproximada de cinco a sete dias.

Os sintomas gerais da Dengue são: febre alta com início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos que piora com o movimento deles, perda ou diminuição do apetite, náuseas e vômitos, extremo cansaço, fraqueza, manchas e erupções na pele, principalmente no tórax e membros, dores musculares, nos ossos e articulações.

Nem todos os sintomas se manifestam, ao mesmo tempo, num paciente e nem sempre todos eles ocorrem em uma mesma pessoa. Ao surgir qualquer um deles, o paciente deve procurar uma Unidade de Saúde para ser examinado pelo médico que fará o diagnóstico, dará orientações sobre a doença, e os sinais de gravidade, e prescreverá o tratamento adequado para a fase da doença em que o paciente se encontra. A Dengue grave tem início igual ao da Dengue clássica.

Os sintomas que indicam a ocorrência de formas graves da Dengue podem se manifestar e agravar levando o paciente a óbito em menos de 24 horas. Habitualmente esses sintomas surgem quando tem inicio a queda da temperatura ou o desaparecimento da febre, acompanhados de dores abdominais de forte intensidade e contínuas, vômitos persistentes, pele fria, sangramento pelo nariz, boca, intestinos e estômago, sonolência, agitação, boca seca, confusão mental, dificuldade para respirar, perda de consciência, insuficiência circulatória e choque.

Da Redação/Kelly Martins com assessoria

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