Eleicoes em Varzea Grande: Só Murilo assina TAC proposto pelo MPE E

Prefeito Murilo Domingos esteve ontem de manhã na sede da Promotoria Eleitoral em Várzea Grande


Só Murilo assina TAC proposto pelo MPE

Dos três postulantes, apenas o prefeito e candidato à reeleição assinou o documento proposto pela Promotoria de Justiça de VG

José Medeiros/DC


JOELMA PONTES
Especial para o Diário

O prefeito de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR), candidato à reeleição, foi o único dos três postulantes do município que assinou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto ontem pela promotora eleitoral Fânia Helena Oliveira de Amorim.

Os candidatos Júlio Campos (DEM) e Nico Baracat (PMDB) estiveram no horário previsto, às 9h, porém não quiseram aguardar pela assinatura do termo com a justificativa de que a promotora não estava no local e que tinham compromissos importantes. O peemedebista foi embora sem conceder entrevista.

Segundo Júlio, a promotora atrasou cerca de 16 minutos e o prazo de tolerância havia expirado. ”Até o momento, 9h16 minutos, a promotora sequer chegou ao prédio da repartição. Nós temos uma agenda de campanha, temos outros compromissos. Paramos tudo para vir atender, por isso eu me recuso neste momento de participar sem horário determinado e sem o respeito devido para os candidatos. Até porque a prioridade são os candidatos”, avaliou. A reportagem constatou, no entanto, que ele saiu do local às 9h06.

Contrário às justificativas, o candidato à reeleição chegou ao prédio às 9h08, não encontrando mais os adversários. Por telefone, a promotora solicitou do assessor jurídico do democrata, Paulo Taques, explicações sobre a intolerância em não aguardar para o ato. Ele, porém, argumentou que o seu cliente cumpriu o prazo de tolerância e que não podia ficar por mais tempo no local. Taques alegou também que o candidato não aguardou a reunião devido ao atraso do atual prefeito.

Para a promotora, “a atitude dos candidatos ausentes foi mal-educada e deselegante, considerando que o maior interessado em assinar o documento é o candidato Júlio Campos”. O convite para a assinatura do termo surgiu após uma série acusações durante o horário eleitoral gratuito.

Na imagem exibida pelo programa eleitoral, o então candidato, hoje o deputado Wallace Guimarães (DEM), questionava o atual prefeito sobre uma suposta denúncia de exploração sexual ocorrida em 2003. A denúncia vem sendo reprisada no programa Comando Geral, apresentado pelo deputado Maksuês Leite (PP), aliado do democrata.

O caso chegou ao MPE através de uma representação da coligação “Pra frente Várzea Grande”, do candidato Murilo Domingos, sob a alegação de que a denúncia é infundada e não contém provas quanto ao crime.

Questionada sobre a possibilidade de os candidatos ausentes assinarem o TAC numa outra oportunidade, a promotora informou que é possível, mas advertiu que uma das cláusulas estabelece que o não cumprimento do TAC caberá multa diária no valor de R$ 5 mil. “Eles não são obrigados a assinarem o termo, mas os ataques estão acontecendo e seria interessante que eles assinassem, afinal os candidatos que foram embora não tiveram a boa vontade e a tolerância de aguardar”, considerou.

FONTE: DIÁRIO DE CUIABA

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