Minc diz que críticas a Blairo Maggi foram necessárias para marcar posição


Minc diz que críticas a Blairo Maggi foram necessárias para marcar posição

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) afirmou nesta segunda-feira não se arrepender das críticas que fez ao governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), logo que assumiu a pasta. Para Minc, as críticas foram necessárias para não passar a imagem de que, após a saída de Marina Silva, assumiria um "conciliador" das questões ambientais do país.


"Não me arrependo, acho que foi uma forma de marcar posição, acho que foi necessário", afirmou o ministro, que nesta semana completa um mês à frente do ministério. Na ocasião, Minc e Maggi chegaram a trocar farpas publicamente sobre a questão do desmatamento no país.


Segundo o ministro, sua intenção ao assumir o ministério foi não só manter as posições de Marina como ir além, ampliando o combate ao desmatamento. "Acho que a expectativa era a seguinte: os índios voltaram a crescer e a Marina joga a toalha. Passa a idéia de que a Amazônia iria virar carvão", afirmou.


Minc afirmou não ser um extremista da causa ambiental, pois se diferencia dos ambientalistas chamados por ele de "clorofilicos", que não vêem outros lados. Segundo ele, já lutou no Rio contra opressões para garantir direito de homessexuais e mulheres.


O ministro participa na tarde desta segunda-feira de sabatina da Folha, que acontece no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo).


Durante duas horas, o ministro responde a perguntas dos entrevistadores e da platéia. Minc é sabatinado por quatro jornalistas da Folha: o editor de Ciência, Claudio Angelo, o editor de Dinheiro, Sérgio Malbergier, a repórter especial Marta Salomon e o repórter Ricardo Bonalume Neto.


Outros sabatinados

Desde 2005, a Folha já promoveu 33 sabatinas, nas quais foram entrevistadas personalidades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente José Alencar, o governador José Serra, o ator Paulo Autran (morto no ano passado), o escritor indiano Salman Rushdie e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


Minc é o quarto entrevistado no ciclo de sabatinas da Folha neste ano. Antes dele, foram sabatinados o ministro da Educação, Fernando Haddad, o deputado federal (PSB-CE) Ciro Gomes e o psicanalista Contardo Calligaris.


Fonte: Folha Online


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