Eleições 2008 em Várzea Grande

Júlio Campos condenado por usar pesquisa fraudulenta em propaganda

O juiz eleitoral Cléber Freire da Silva Pereira, da 49ª Zona Eleitoral, condenou o pré-candidato a prefeito de Várzea Grande, Júlio Campos, do Partido dos Democratas, e aplicou multa no valor de R$ 45 mil por propaganda eleitoral extemporânea. Na medida, ele considerou fraudulenta a pesquisa realizada pelo instituto PRODATA, condenado a pagar multa de R$ 30 mil. A pesquisa, publicada no jornal “Folha do Estado”, foi objeto de propaganda fora de época do pré-candidato. As multas, totalizando R$ 130 mil, foram distribuídas considerando o número do público atingido pela propaganda.

A representação contra Campos, o jornal e o instituto de pesquisa foi feita pelo Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE). Ela ocorreu no período em que Júlio e Maksuês Leite se digladiavam ferozmente na busca de uma melhor posição perante o eleitoral. Cópia dos autos foram remetidos à Polícia Federal para fins de abertura de inquérito policial contra Júlio Campos, os deputados Maksuês Leite (PP) e Wallace Guimarães (DEM) e contra os pré-candidatos a vereador Benedito Francisco Curvo, do DEM; João Madureira dos Santos, Edil Moreira da Costa; Denivaldo Pereira e Lucky Marlon.

O magistrado ainda determinou a remessa de cópia integral dos autos à 14ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, para que adote as providências legais que entender cabíveis, contra a direção do jornal “Folha do Estado” pela prática, em tese, de crime de sonegação fiscal, bem como a remessa ao Ministério Público Eleitoral com atribuição na 20ª Zona Eleitoral para que adote as providências quanto à pesquisa eleitoral.

A pesquisa foi divulgada no dia 14 de março. Segundo a denúncia acolhida pelo juiz eleitoral, o jornal estampou “manchetes favoráveis ao representado”, inclusive com distribuição de milhares de exemplares do matutino à população de Várzea Grande “pedindo votos escancaradamente todos os dias” e ainda, praticando atos caracterizadores de abuso de poder econômico.

Ao decidir, o juiz notou que o instituto não cumpriu com o prazo mínimo de cinco dias para divulgação da pesquisa, que é de cinco dias. Observou que o Contrato Social da empresa responsável pela pesquisa não fora juntado ao registro. O PRODATA informou que a pesquisa foi feita sob iniciativa própria, arcando com todos os custos do trabalho de levantamento. O juiz ainda viu exagero do jornal ao estampar a machete “Júlio Campos cresce na disputa e já encosta em Maksuês Leite em Várzea Grande”.

O juiz observa que ao verificar o questionário utilizado pelo PRODATA, chamou a atenção a pergunta n. 10 que teria sido formulada aos pesquisados, qual seja: “Se o senador Jaime Campos pedir para você votar em um candidato a prefeito, qual sua reação?”. Na avaliação do juiz “percebe-se claramente que se trata de pressão psicológica perante o eleitorado de Várzea Grande, mascarada de pesquisa eleitoral”. Ele afirmou ser “nítida a tentativa de vincular o cargo, o poder e a atual situação do senador Jaime Campos à candidatura do seu irmão Júlio Campos, deixando transparecer, subliminarmente, que este, pelos seus atributos, currículo e parentesco com o atual senador por Mato Grosso seria supostamente o mais indicado para o cargo do Executivo municipal em Várzea Grande”.E arrematou: “Tenho por fraudulenta a pesquisa de opinião realizada pelo Instituto PRODATA em Várzea Grande, vez que utilizada como meio de propaganda eleitoral antecipada”.

Fonte:
24Horas News - Notícias 24 Horas
www.24horasnews.com.br

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