Multirão no Zero Km


Ações integradas vão
revitalizar área do Zero KM

A primeira ação pra redução nos índices de violência na região do Zero KM, em Várzea Grande, será a limpeza da localidade, por meio do corte de árvores e retirada de entulhos de residências abandonadas, em um mutirão organizado pela Polícia Militar e que vai contar com a mão de obra de presos da Cadeia Pública do Capão Grande. Essa é uma das medidas adotadas pelo grupo formado pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), com a Polícia Militar, Centro de Referência e Combate a Homofobia, Associação dos Travestis de Mato Grosso (Astramet) e Ouvidoria das Polícias. A limpeza da região deve acontecer entre os dias 21 e 25 de janeiro.

Na manhã desta quinta-feira (17), a terceira reunião de trabalho envolveu ainda representantes do Sistema Prisional, Poder Judiciário, Conselho Tutelar de Cuiabá, Defensoria Pública e Secretaria de Educação de Cuiabá, Projeto Rede Cidadã, e Conen.

As discussões sobre a região começaram na semana passada com o desencadeamento da Operação Guardiões pelo Comando Regional II (Várzea Grande). O grande número de usuários de drogas “escondidos” pela região chamou à atenção. A região é conhecida por abrigar profissionais do sexo, mas vem sofrendo com ação de traficantes. Por causa da intensificação das operações, muitos bandidos migraram para região colocando em risco a vida de moradores e trabalhadores.

“Estamos buscando seguir o princípio democrático sem deixar de cumprir direitos e deveres”, disse o secretário de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito. Ele afirmou ainda que é premente aprender a conviver com as diferenças, mas alertou que o Estado não irá se furtar a cumprir a lei. “O processo de segurança pública é, também, de competência das polícias, mas não somente delas. Exije esforço de todos e a solução não pode ser buscada apenas com a repressão", destacou.

A questão sobre as vestimentas e práticas de atos obscenos por alguns travestis foi um dos assuntos abordados durante a reunião. A presidente da Astramet, Lílith Prado, se comprometeu a trabalhar com os associados as roupas adequadas para o trabalho. Os associados irão ocupar uma região delimitada de seis quadras onde existem bares, lanchonetes e móteis. A avenida Brasília, entrada do bairro Jardim Potiguá, não irá mais ser alvo da ação das profissionais.

Dentre ações já previamente estabelecidas estão também o mapeamento da criminalidade, realização de operações de fiscalização em moteis e estabelecimentos comerciais, levantamento da realidade sócio-econômica e cultural dos profissionais que atuam na região, além da realização de um cadastro junto a Sejusp. São previstas ainda ações de enfrentamento contra a homofobia.

O tenente-coronel Pery Taborelli, do Comando Regional II, Várzea Grande, informou que somente no segundo semestre de 2007, foram registradas 57 ocorrências naquela região. Ele lembrou que além das ações de limpeza a PM também vai planejar e executar uma ação social destinada aos moradores da região. Assegurou ainda que o trabalho de combate ao tráfico de drogas, roubos e furtos irá continuar naquela região
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